Um cigarro

Fumante, elegante, com a arma na mão.

 

Corpo solto, mente firme.

Um olhar que distrai, hipnotiza, enlouquece.

Sorriso maroto, Perdido, Achado.

E fui eu que achei

 

Conversa sem fim

Sem começo, também

 

Tenho medo, De que.

Medo de ir, Para onde.

Medo de ficar, Aqui.

Medo de notar, Quem.

 

Ser notada,  descoberta, esquecida.

Näo lembrar.

De mim?

 

Me encontra, por favor

Aqui.

Sem ninguém,

Me faz lembrar

 

Olha pra mim

Nunca mais esquece

Sorri, envolve, acalma, acolhe, encontra, assegura.

Consegue confiar?

 

Em vocë?

No seu Abraço aconchegante

No seu beijo bëbado

No seu colo caloroso

No seu discurso distraido

Nunca.

 

Me ama. Já disse

Sabe. Soube

Näo precisa,

Näo precisa de nada

 

Quero me lembrar

Quero ser lembrada

 

Quem atira em mim sou eu.

Anúncios

Acima de mim

Eu vi aviões acima de mim. E Decolei junto com eles.

 

Eu me aglomerei no meio de gente que nunca tinha visto, e acabei me sentindo em casa.

 

Eu finalmente entendi que Billy Joel é o homem do piano.

 

Eu me senti como a menina de Ipanema desfilando desengonçadamente uma passada ensaiada.

 

Eu vi o sol nascer.

 

Eu quis parar. E como que planejado, Fred Mercury me lembrou que naquele momento näo dava porque eu estava tendo o tempo da minha vida.

 

Eu ouvi minha mente gritar, não sei se de alegria ou desespero.

 

Eu duvidei. De tudo e de todos.

 

Eu gritei. Para tudo e para todos. E só o fiz porque bem ali, eu soube que acreditava.

 

Eu senti adrenalina. Senti medo. Senti dor.

 

Eu senti meu corpo a parar, e demorei para me aperceber que minhas pernas iriam continuar.

 

Eu me senti perdida, no mesmo lugar em que me achei.

 

Eu Desacelerei, um momento antes de disparar.

 

E então eu entendi que este foguete dentro de mim foi feito para correr

 

Livre.

Making sure you know I love you

I remember you taking care of ostriches

always eating more than one sausage

telling me to put milk in my porridge

your pockets being the best storage.

 

I remember when you spent your birthday alone

the cake you brought me home

you screaming when you saw my bones

first knowing you would hold me until I was grown.

 

I remember being proud because you were tall

never leaving me scared, even when I was small

laughing  alongside Paul

Caring so much for me and and for all

 

I remember you never wanted a fight

but it`s hard to keep it tight

when you didn’t know what was right

and were still trying to be polite

 

I remember seeing you lost

your eye showing exhaust

I was pushing it to the cost

but you were still there to melt my frost

 

I remember you throwing me high into the sky

So high that I could fly

Being honest, I can’t deny

I really hope this makes you cry.

Apologies to the girl attached to the mirror

Apologies to the girl attached to the mirror on the second floor of my elementary school, who had to see me hide in third grade when the blonde and mean son of my mother`s best friend first called me fat.

 

Apologies to the girl attached to the mirror in the changing rooms at my town´s only clothes store for having spent hours without end showing myself how I looked in almost every piece of wardrobe present, just to leave wearing sweatpants and an oversized jacket.

 

Apologies to the girl attached to the mirror in my mom’s closet for the time I tried to fit my mother`s favorite skinny dress over my large body, and for having no choice but to be a witness to such a sad image.

 

Apologies to the girl attached to the mirror of the restaurant across the street, who silently saw my back as I purged my birthday dinner down a toilet.

 

Apologies to the girl attached to the mirror in my room’s vanity who had to see the tears roll down my face as I screamed to the image in front how no miracle would ever give me, she, worth.

 

Apologies to the girl attached to the mirror on the back door of my room who sat patiently as my eyes screamed what a disgust, a fail, she was.

 

Apologies to the girl attached to the mirror in the farthest corner of the basement who carefully watched my skin being scratched, my face being slapped.

 

Apologies to the girl attached to the mirrors across windows, doors and reflexes, who slowly shrank to almost non existence as starvation began to take it`s toll on our bodies.

 

Apologies to the girl attached to the mirrors of spoons, knifes and forks who had to take within her my fear, my madness.

 

Apologies to the girl attached the mirrors I crossed by accident throughout the years, to whom I called fat, ugly, unworthy of love.

 

Apologies to all the girls attached to all the mirrors, for allowing them to become my demons.

 

Apologies to the girl always attached to the mirror for believing you hated me, while all along, I was the one hating you.

Tomatinhos

A textura crocante das batatas fritas padrão do McDonald’s estavam de irritando solenemente. Não sei bem porque as continuei comendo; cada mordida me levava a revirar os olhos por pura irritação e repugnância. Se vocë é um amador de carteirinha de batatas fritas, por favor não me leve a mal, o sabor adocicadamente salgado estava ótimo, inesperadamente ótimo aliás; em um debate sobre batatas fritas, não se preocupe, vocë com certeza me teria em seu lado nesse fator. Mas, poxa, aquela crocäncia… Arruinou tudo.

É quase erático pensar em como algo tão insignificante como o som e textura de uma comida sendo mastigada pode arruinar uma experiência completa. Eu pessoalmente me sinto ofendido com isso. Quem com pés na terra e boa vontade iria colocar em um só alimento algo tão delicioso e ao mesmo tempo tão… crocante? Erático, é o que é. Absolutamente erático.

Porque eu tive que ser tão rígido comigo mesmo? Sabe, hoje é Quarta, então eu jantei batata frita, como é de se esperar. Segunda jantei biscoitos, ontem, Terça certo? Sim, sim, Terça, porque eu me lembro bem de pegar as gomas de minhoca do pacote ao assistir TV á noite, e Terça sempre é dia de gomas ao jantar. E, bem, hoje é Quarta então eu, com toda essa rigidez que decidi estabelecer em mim mesmo,  comi estas irritantemente crocantes batatas fritas; como sempre.

Para ser bem sincero com vocë, eu só queria uns tomatinhos… Mas, Quinta é o dia de tomatinhos; Não hoje.

Café

 

Bem quente.

Transbordando da caneca.

Preto e transparente.

 

Queima a língua,

lacrimeja os olhos,

assusta o corpo,

acorda a mente.

 

É só sair da cama

para saber que ele te espera,

Cinco minutos,  

está pronto.

Promessa.

 

Tranquilidade no vapor

que se sente com a proximidade.

Tranquilidade no calor

que se transmite com a umidade

Tranquilidade nos olhos

quase fechados para a realidade

 

Gosto amargo

Que desfoca,

Gosto amargo

Que dispersa,

Gosto amargo

Que distrai.

 

Sempre que o despertador tocar,

ou não.

Sempre que o sol raiar,

ou não.

Sempre que eu me levantar

Ou não

 

É apenas mais uma ilusão… 

 

Mas com ele,

Preto e transparente.

Tenho as mãos frias

E o coração quente.

Um Paradoxo

Vermelho e laranja.

Azul e roxo, confusão completa,

uma confusão

completa.

 

Risco preto no meio,

dividindo a diagonal,

concluindo então

a linha torta

de pensamentos que

se formou.

 

Se eu te contar

vocë não acredita

ninguém acredita

não tem como acreditar.

é inacreditavel.

Inacreditável.

So vendo.

Nem vendo.

Nada

 

Medo de sentimento,

medo de sentir,

pavor de sentimento,

pavor completo.

Fugo a sete pés.

Sete?

 

Ai,

ta vindo em mim.

To pensando,

pensando…

 

Nao pensa!

Nao pensa,

doi tanto…

 

Doi nada,

nem se sente,

Só ilusão.

Uma ilusão sem tamanho.

Sem tamanho

 

Coração bate mais forte,

to sentindo.

To sim.

Estou, não?

 

Ai,

quase que dá para ouvir.

Coisa maluca;

Coisa de doido.

 

Cara vermelha?

Deve estar, deve sim.

Está quente pelo menos.

Pelando, aliás.

Ai,

quase queima.

 

To sorrindo? To nada.

Chorando talvez. Mas chorar pra que?

Ai,

devo estar sem expressão.

Expressão de dúvida?

Não estou com dúvida nenhuma.

Nem uma.

 

Meu cabelo está uma bagunça,

uma bagunça completa.

Fio para tudo

quanto é lado, todo espetado

e armado.

Parece que vai para a guerra.

 

Vai lá lutar,

vai!

Quero ver!

Só quero.

Ai,

Mas é tão gostoso de passar a mão…

Assim…

todo lisinho e embaraçado…

 

Contraditório, não?

Professora de ingles diria que sim.

Justaposição

ou coisa que se diz.

 

Castanho

sem graça,

sem cor.

Ninguém vê.

Ninguém nota.

Mas entrelaçar os dedos entre os fios

é gostoso.

Isso é.

 

Ai,

estou sorrindo.

To nada.

To sim.

Porque estaria?

Sei bem porque.

Sei nada.

Sei de nada,

eu.

 

Sei que só

e apenas

meu cabelo é um paradoxo.

 

Um paradoxo completo.

Sem tamanho

Um lugarzinho em São Francisco

Já havia horas que eu e meu pai estávamos andando cima a baixo pelas grandes ladeiras de São Francisco, descendo e subindo colina atrás de colina.

Sem perceber que a fome tinha aparecido, nos deparamos com um pequeno café brasileiro. A portinha construída em um ângulo esquisito para se alinhar com as inclinações típicas da cidade da ponte de ouro, quase deixou o charme que emanava do lugar passar despercebido. Mas claro que, nada que uma placa de madeira pendurada por duas correntes enfeitadas de flores com o nome ¨Brasileirinho¨ escrito em feijões e grãos não nos atraísse com um sorriso e um calorzinho no coração para dentro do estabelecimento.

Foi só entrar para nos depararmos com aquele menú escrito á mão em uma lousa preta, todo em português como bem tem que ser. Só duas opções: tapioca, lá com suas doces e salgadas variáveis, e, como não podia faltar, açaí; era o necessário para um lugar tão pequeno e charmoso.

Parece simples e insignificante, mas o quão reconfortante é, no meio de São Francisco, ver em um café, tapioca com leite condensado? E ter Sonho de Valsa, o original, então… Logo ali, esperando no balcão, com o som de uma verdadeira máquina de café tirando um pretinho clássico e deixando o pequeno local com um cheirinho amargo tão gostoso… Foi muita nostalgia de uma vez!

A falta do obrigatório pão de queijo foi compensada pelo indescritível sotaque carioca da atendente que até falando inglës com outros clientes tentando explicar o menú, deixava  notar que, sem dúvida, havia nascido e crescido no Rio.

Sentamos nos dois únicos bancos sobrando que rodeavam uma alta mesa circular de madeira escura. Se não fosse pelo resto da decoração florida do local, até dariam um ar bem colonial.

Bem me lembro que sem pensar muito pedi açaí com morango, banana e algo mais. Estava bom; muito bom até apesar de não combinar com o frio de Janeiro que conseguia ser sentido mesmo dentro do café.

Mas naquele lugarzinho em São Francisco, eu preferia ter pedido a tapioca; com leite condensado; e Sonho de Valsa, o original.

Para começar com o pé direito

2017 seu lindo! Como vocë veio rápido hein?! Foi só piscar que já estava aqui como se não fosse nada. Olha se eu for te contar o que tive que aguentar com seu irmão mais velho fico aqui até vocë ter que ir embora… Então, oh meu querido ano novo, facilita um pouquinho as coisas para mim, vai. Vamos juntos criar memórias tão inesquecíveis que deixaram qualquer outro ano com inveja, vamos planejar e não seguir plano algum, vamos criar sem ter porque, sonhar sem dormir… Vamos, juntos, fazer os dias contarem, 2017.

Bem, ano novo vida nova; novos começos e oportunidades para recomeçar uma história, e não sou eu que vou ficar por fora da tradição das queridinhas resoluções. Eu bem sei que não se deve esperar até o único e famoso 1 de Janeiro para correr atrás de seus objetivos, mas essa onda global de recomeço dá uma motivação tão grande que é um desperdício deixá-la passar em branco.

Para não poder voltar atrás nas minhas palavras, decidi deixar aqui registrado meus objetivos. Pelo menos o resumo em grande escala, porque quem me conhece bem sabe que eu sou daquelas que coloca um objetivo em mente, e cria uma lista interminável de deveres para tal ser conquistado, sendo que no final das contas, acabo só ficando perdida com o tanto que me assino a fazer.

Mas sem mais enrolações, ao que interessa. Além dos sempre presentes ¨ler mais¨, ¨tirar melhores notas¨, ¨experimentar a, b e c¨ e ¨virar adepta de x, y e z¨, aqui estam minhas resoluçãozinhas de 2017;

  1. Escrever mais: Mas muito mais mesmo! Expressar minha opinião sobre assuntos que me interessam, colocar no papel ideias que me veem á cabeça, compartilhar coisas que acho que valem a pena… Acho algo tão importante fazer mais do que te faz feliz, e apesar de ás vezes ser frustante não conseguir colocar em palavras o que está gritando em minha mente, a sensação de perceber que pouco a pouco os conjuntinhos de letras no papel começão a fazer sentido não tem preço. O que a escrita trás para mim é dificil de explicar, e eu sonho alto com meus objetivos, tão alto que tenho medo de falar em voz alta. Mas um passo de cada vez; por agora, eu só irei me focar em escrever. Escrever de tudo e algo mais, sem me preocupar se faz sentido para os outros, ou até mesmo para mim; quero apenas eliminar essa vontade que eu tenho de me expressar através de palavras lidas.
  2. Correr: E correr como se o mundo fosse acabar amanhã! Não, melhor não, não quero me machucar. Mas estou determinada; este é o ano em que termino com a honra de poder me chamar de corredora. Assim como a escrita, ou talvez até mais, a corrida é o meu escape da realidade; o tempo que passo pondo um pé á frente do outro, com ou sem música, apenas na minha companhia… Ah, esses momentos me salvam de enlouquecer por completo. Nem sempre é assim, claro, tem corridas que eu só quer desistir de tudo e sentar no meio da calçada até recuperar o folëgo. Na verdade, a maioria das vezes que saí para correr terminaram assim. Mas, bem de vez em quando, sem dar notícia alguma, uma endorfina emocinal parece se espalhar pelo meu corpo, braçadas e passadas parecem entrar em coordenação com o batimento cardíaco e eu me lembro, me lembro e não me deixo esquecer, o porquë de eu ter decidido amar este esporte. E agora é a hora de parar de dizer amanhã e colocar em prática essa paixão que ainda tem que se mostrar para o mundo, e começar de fato a correr com a dignidade e orgulho no peito, dizendo para quem quer o não quer ouvir, que ¨sim, sim, sou daquelas loucas que correm por prazer¨.
  3. Publicar mais: Como é de se esperar de alguém que quer em algum ponto da vida se chamar de blogueira, não é mesmo? Este ano quero criar, compartilhar, quem sabe até inspirar. Quero fazer do blog meu projeto, minha plataforma de expressão, mantendo o conteúdo aqui publicado verdadeiro ao que acredito com a melhor qualidade possível. Olha que profissional que eu estou! Nem reconheci. Agora só falta de fato colocar em prática os planinhos do papel em ação.
  4. Não me importar com aparëncias: Eu realmente espero que não seja a única com isso em mente. 2017 é o ano de se desligar do jeans tamanha 0, da balança, da tal de porcentagem de gordura baixa, das capas de revista editadas, das dietas malucas que não permitem tudo o que a vida tem de bom; é o ano de tomar controle, de se olhar no espelho e além de aceitar o que vë, aprender a amar e cuidar do corpo que nos é dado; é o ano de admirar sem se comparar. Está na hora de mudar as tais de definições de perfeição impostas pela sociedade que além de serem impossíveis de alcançar, facilmente abrem  portas para obsessões insaudáveis com aparëncia e pouco a pouco, levam embora pequenos prazeres que a vida tem. Ah, eu ainda vou falar muito sobre este assunto, se vou… Sim, porquë está na hora de transfromar esses projeto verão, bumbums na nuca e o que mais for em aceitação das diferenças de cada um, amor próprio, e mente sã; está na hora de espalhar valores que deveriam ser de senso comum e muito mais idealizados do que não ter gordurinha localizada.
  5. Gostar da minha rotininha: última grande resolução para este 2017 que me espera. Está na hora de tomar posse de meu tempo, organizar minhas horas e enchë-las de coisas e momentos que me dão prazer, alegria e sensação de realização. A aula de matemática pode ser tediosa e meu tempo de convivio na escola pode não ser meu favorito, mas a vida é curta de mais para ficar desesperadamente contando os segundos até o fim de semana, só para ver o ¨terror¨ recomeçar dois dias depois. Só depende de mim não ter medo de Segunda feira. E 2017, meu bem, pode ter certeza que eu farei das suas Segundas, Terças e até Quartas, memoráveis.

E… é isso. Vamo ver o que este ano me trás. Ou melhor, o que eu trago para ele.